Edição JAN / JUN - 2010

    Com o poema Cartilha Primitiva, a amiga e poeta Renata Pimentel leva-nos ao deleite e à reflexão sobre a aprendizagem por meio da integração com a simplicidade da natureza, do cultivo à vida, da liberdade e dos laços que podem ser estabelecidos em todas as formas de pasto que alimentam a experiência humana. Plantam e fazem laços com os leitores, na quinta edição da Revista Encontros de Vista, Ricardo Magalhães Bulhões, professor adjunto do curso de Letras da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) – Campus Campo Grande; Neurivaldo Campos Pedroso Junior, Doutor em Literatura Comparada pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS e Assessor Pedagógico da Secretaria Municipal de Educação de Dourados (MS) – SEMED; Hugo Monteiro Ferreira, professor do Departamento de Educação da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE); Humberto Miranda, Doutorando do Programa de Pós-Graduação em História da UFPE; Renata Pimentel, professora do Departamento de Letras e Ciências Humanas (DLCH) da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE); Severina Batista de Farias Klimsa, professora do Departamento de Letras e Ciências Humanas da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE); Gilmara Nascimento da Silva, Herica Clarice Borges de Souza, Micael Fillipe Pontes Alexandre, Sílvio Profírio da Silva e Renata Maria Santos Silva, alunos/as do curso de Licenciatura em Letras da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) e Jacineide Gabriel Arcanjo, Mestranda em Ensino das Ciências, pela Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE); Xênia S. da Silva, Mestranda em Linguística pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE); e Emanuela Francisca Ferreira Silva, Mestranda em Letras – Análise, Cultura e Discurso – pela Universidade do Vale do Rio Verde (UNINCOR), Campus Três Corações – MG.

   Em O gênero biográfico na escola: reflexões sobre a história literária, Ricardo Magalhães Bulhões discute as posturas metodológicas de apreensão do texto literário, enfocando a leitura do gênero biográfico dentro do espaço escolar. Neurivaldo Campos Pedroso Junior aborda, em Jacques Derrida e a Desconstrução: uma introdução, o impacto causado pela Teoria da Desconstrução no pensamento metafísico ocidental, ao propor questionamentos, deslocamentos e re-alocações de conceitos. Hugo Monteiro Ferreira analisa, no artigo A prática do/a professor/a e a leitura: a reflexão na sala de aula, a inter-relação prática pedagógica, leitura e sala de aula, colocando em pauta o papel da leitura na formação de docentes. O diálogo entre a literatura e a história ocorre no texto O moleque Ricardo e outros moleques: o cotidiano dos meninos trabalhadores no Recife. A partir da obra de José Lins do Rego, Humberto Miranda analisa o passado de Ricardo e de outros meninos que tiveram um percurso de vida marcado pela exploração do trabalho infantil, pelo abandono e outras formas de exclusão. Renata Pimentel articula, em Um trajeto possível no labirinto literário, visões diversas para evidenciar as possibilidades várias de abordagem do fenômeno literário e evidenciar a natureza complexa da literatura. A verificação do que um grupo de professores que atuam numa escola para surdos pensam sobre a educação para esse público levou Severina Batista de Farias Klimsa, no artigo Educação de surdos e fracasso escolar,a discutir essa problemática relacionada à educação de pessoas surdas. Gilmara Nascimento da Silva, Herica Clarice Borges de Souza, Jacineide Gabriel Arcanjo, Micael Fillipe Pontes Alexandre, Sílvio Profírio da Silva e Renata Maria Santos Silva, no artigo Literatura de cordel, linguagem, cultura e ensino: uma proposta para o trabalho com a leitura, pautam suas reflexões em uma concepção cognitiva, social, cultural e política de leitura, ao discutirem como a Literatura de Cordel pode subsidiar o ensino da leitura em uma perspectiva sócio-discursiva. Com o objetivo de analisar o surgimento do cartão postal e seu estabelecimento como gênero textual aceito e reconhecido socialmente, Xênia S. da Silva apresenta a sua pesquisa diacrônica no artigo intitulado O cartão postal: a construção histórica de gênero textual. Considerando a linguagem e suas múltiplas faces, Emanuela Francisca Ferreira Silva, em Estampa chita e cesura: linguagem não-verbal e suas diversas interfaces comunicacionais, investiga como a estampa chita revela traços de diferentes épocas e a percepção do trajar como um aspecto cultural e sócio-cognitivo de determinado espaço-tempo.

   Trazendo as reflexões de Renata para o nosso “pasto”, só sabe a riqueza do nascimento e continuidade do conhecimento quem assume o papel de mestre e aprendiz nas diversas situações de trocas de saberes; só sabe o valor da liberdade quem compartilha e respeita a diversidade de conhecimentos, de opiniões e de pontos de vista; só sabe fazer laços quem procura o encontro com os velhos e novos pares no contínuo fazer da academia e da vida. Assim, a Revista Encontros de Vista, em constante metamorfose, assume-se como esse “pasto” que procura abrigar o conhecimento, a liberdade, a diversidade e os laços entre os leitores, os autores desta edição e os que participarão do cultivo da/do próxima(o) Encontro(s) de Vista.                                                                   

                                                                                          Mari Noeli Kiehl Iapechino
 Valéria Severina Gomes

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